sábado, 23 de junho de 2012
~ Eu quero
Eu quero tanta coisa, mais tanta coisa,
desde que vi o seu sorriso de lado, em um bar qualquer, que chego a pensar em
ser agora, um pouco mais feliz. Eu quero a nossa história crescendo nos mínimos
detalhes, e que nossas palavras sejam ouvidas no silêncio. Eu quero todos os
espaços e tempos se encaixando juntamente com as nossas mãos, e aproveitar
todas as mudanças que a sua voz me traz. Eu quero os fins de tarde de domingo.
Quero todos os recomeços que nos permitirmos e que a nossa pontualidade exista
e permaneça.Quero que o eterno seja nosso presente. Eu poderia desejar
o mundo. Poderia desejar todos os nomes inventados. Mas é o som do seu nome que
me move, que me faz entender que na nossa simplicidade é que as coisas acontecem.
E tudo em você foi tão simples pra mim. Eu quero viver pra esperar você
chegar.Pra mim. Quero os risos sinceros nas horas impróprias, a nossa entrega
em abraços e olhares. Quero poder te abraçar de madrugada, e que você entenda o
meu medo de nos perdermos. Quero continuar te encontrando, todos os dias como
se fosse a primeira vez, e que a intensidade não seja medida em pouco ou muito.
Mas que seja leve, como sempre foi. Quero que seja amor. Pra nós.Pra sempre.
terça-feira, 4 de outubro de 2011
~Sorrisos.
Os seus cinco sorrisos são o que me guiam, enquanto mais uma noite se acaba. Agora eu fico aqui me torturando ao imaginar se era justamente neste sorriso que estava a sua forma de dizer que um dia nada mais me completaria. Eu queria você ao meu lado para que eu deite ao seu lado e me sinta com os dois lados iguais. A gente dividiu o mesmo travesseiro e eu achava que assim estaria para sempre nos seus sonhos. Te abraçava bem forte, na tentativa de nunca deixar você ir. E, isso me lembrou de como doía não ser mais interessante que o mundo pra você. Guardei a sua escova de dente, pra ver se você sedia a minha insistência pra ficar, pra voltar.Porque eu já tinha tanto medo de voltar sozinha, pra casa e pra vida.Eu até entendo a sua mania de sempre correr, de querer um pouco de tudo.E mesmo assim, eu insisto em achar você, a pessoa mais linda do mundo.Você beijava o canto da minha boca, como que pedisse para que eu sorrisse mais.E me tirava sorrisos sinceros dos lábios.Você me fazia ouvir um milhão de vezes a mesma música, como se dissesse que era ali que encontraria sua companhia, quando chegasse a hora de você voltar pra vida.Mas é justamente ali, que ouço sua ausência cantando pra mim, dizendo que não há falta que muito perdure, e que logo vai passar.
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
~Pra ver você chegar.
Eu mantive as portas trancadas por tanto tempo, mas para ver você chegar, eu abriria as amarras e deixaria o meu medo insano de sentir além de mim. Porque isso tudo sempre me assusta, me leva pra longe. Mas por você eu ficaria.Eu perderia a minha necessidade absurda em sentir medo.Deixaria minha mania banal de cuidar de cicatrizes, pra me perder nos seus sorrisos breves. Sempre deixo tanto de mim com você, e volto sentindo uma dor enorme. O que eu queria era você preenchendo todos os meus cantos, todos os meus sons, todas as minhas palavras não ditas, porque ao olhar nos seus olhos, eu perco qualquer palavra, e me perco nesse mundo enorme que eu queria só pra mim.Talvez eu só estivesse te esperando.Todo esse tempo.Talvez eu não tenha entendido qual o sentido certo para o nosso começo.Mas talvez eu tenha percebido que qualquer direção ao seu lado, será o certo.Deixo livre a melhor parte de mim pra ver você chegar e dizer que sim.Namora comigo?
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
~Menina
~ Te vejo as vezes distante, só para não perder um detalhe dos seus passos. Você me olha, e eu passo o dia inteiro fechando meus olhos por breves momentos pra te encontrar .Menina. Eu que nem sei seu nome, e a nossa história já tem trilha sonora. Adoro quando você não sabe o que dizer, porque já faz tempo demais, e essas coisas a gente esquece mesmo. Ah, Menina, você me encanta com esse seu jeito tão sem jeito, e mesmo agora sabendo seu nome, prefiro que você seja sempre. Menina. E toda a vez que você olha a calçada, porque meus olhos são uma ameaça, eu quero pegar sua mão, e te pedir pra não ter medo, porque isso assusta mesmo. Mesmo que a gente não saiba. Saio correndo pra casa, e tenho vontade de colocar uma musica bem calminha, pra ver se acalma todos esses pensamentos correndo pelas minhas lembranças.. Adoro todas as vezes que meu telefone toca, e eu sei que é você, mesmo de longe, pedindo pra que eu diga alguma coisa, porque você só ligou pra ouvir a minha voz. Acho graça quando acordo pensando em você, e a vontade vence minhas razões de não insistir, pego o telefone depois de dois dias sem saber sobre você, e olho pro relógio achando que não é uma boa hora pra ligar, e no mesmo momento invento milhões de desculpas só pra quem sabe, você me perdoar várias vezes por qualquer coisa, e enquanto isso o som da sua voz me acalma. Descubro que você é daquelas que acorda as sete, querendo transformar o mundo, ou apenas fumar um cigarro no quarto pra enche-lo de fumaça. E ontem eu desenhei na parede. Porque tocou aquela nossa música que você nem conhece e eu me senti tão feliz. Ando desenhando sua presença em todos os lugares. Como uma loucura, de quem nem se conhece direito, e cria na falta de presença, um mundo novo pra colorir.
Você nem sabe o que desperta em mim. E eu acho que ainda também não me dei conta, Menina.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Barco.
"Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou (...). Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia (...). Mas você tem que remar também. Eu desisto fácil, você sabe. E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir. Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças! Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena. Remar. Re-amar. Amar". (Caio Fernando Abreu)
terça-feira, 26 de abril de 2011
Volta.
Volta pra mim, como se eu nunca tivesse ido, como se você nunca tivesse conhecido um outro alguém. Volta porque nunca mais encontrei um outro olhar que expressasse tanto em tão pouco tempo. Porque tudo o que eu disse foi da boca pra fora. Sabe eu não podia dizer que ainda te amava, enquanto você despejava em mim uma frase clichê de fim de relacionamento que não teve coragem pra acontecer, “o meu amor se transformou em amizade, não fique triste”. Volta porque eu ainda pareço uma idiota toda vez que te vejo chegar e tenho os mesmos medos quando te vejo ir. Volta, porque eu nunca mais me senti par de coisa alguma, e hoje eu sei que você é meu outro lado. Volta, pra você me acordar mais um milhão de vezes, com o seu silêncio me vendo dormir. Pra que eu volte a sentir urgência da vida, antes de pegar sua mão, antes de receber um toque seu. Volta por todas as burradas que eu cometi, por todos os desencontros, porque é difícil demais usar mascaras o tempo todo, pra você não se afastar. Volta para o nosso recomeço. Por todos os sorrisos seus que ando perdendo. Vem por mim, por você, por nós. Vem de qualquer maneira. Volta, e traz todas as suas partes pra juntar com as minhas. Volta pra mim? Volta.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
quando dói mais que o normal.
Hoje amanheceu doendo mais do que o normal. Talvez porque sonhei com você. E foi tão triste. Você dizendo mais uma vez todas aquelas palavras que me machucaram tanto, por eu ainda te amar demais. O som da sua voz, reduzindo a nada o que vivemos, transformaram o meu gostar de dias nublados, em um vazio maior ainda. Eu me recuso a entender o porque você insistiu em me machucar. E depois insistiu em amor. Hoje eu acordei, as cinco da manha, com muito frio, porque ontem esperei que você me abraçasse. Os meus atos não mais se justificam, mas eu insisto em ficar perto e em silencio, porque é só assim que eu tento fazer parar. E dói. Dói saber que te conheço o suficiente, pra saber que isso não te leva a nada. E nem a mim. Eu não sei porque as pessoas insistem em se perderem, e quando podem voltar, duvidam se ainda seria algo tão bonito. Me dói te ver virar as costas, sem dor, e dizer que está indo. Eu nunca encontro as palavras certas pra te dizer, como é que as coisas acontecem aqui dentro. Sou passiva demais pra tudo o que excede o meu tom de voz .Doeu muito mais em mim, quando era eu quem precisava ir, e não olhar para trás, por medo de não conseguir deixar você com o seu tempo, com o seu não sentir falta. Enquanto eu só sentia. Eu queria que todas as mentiras nunca tivessem existido, e que fosse muito mais fácil esquece-las. Eu queria ter certeza de que todas as vezes que precisei ficar, era em mim que você pensava. Queria o tempo que se perdeu, com todas as brincadeiras que não fiz, enquanto você insistia pra que eu parasse de ser maluca, e sempre sorria. Eu queria que você não tivesse se perdido tanto, a ponto de não saber mais voltar, e ter feito com que eu me perdesse também por estar sempre perto demais.
terça-feira, 29 de março de 2011
Página Dois.
Todo ser humano tem a idéia fixa de que, sempre depois de uma noite chuvosa, vem um lindo dia de sol. Eu tenho a singela idéia de que, quando se chora pela manha, lindos sorrisos se abrirão ao anoitecer.Algumas coisas só existem mesmo, até a página dois.Até a página dois, você se permite amar alguém errado, e sofrer por isso.
Até a página dois, você não é nada daquilo que pensa, e certamente é tudo aquilo.Você se submete a viver coisas extremas á aquelas em que acredita, só porque alguém te fez acreditar que era bom.
Até a página dois, você é o patinho feio da história, e nada do que você gosta, é o que vale a pena.Você se permite ser abandonada em um jantar, ou qualquer coisa parecida,e sinceramente, isso não é falta de amor, e sim de educação.
Até a página dois, os sonhos não acontecem, e você passa a viver os sonhos dos outros.Até a página dois, você se esquece quem você é.Até a página dois, eu ouvia os ecos de suas risadas trancada no quarto.E imaginava coisas realmente plausíveis.Até a página dois as lágrimas pesavam, e eu ficava imaginando o que viria depois.
Depois.Depois é quando a página dois começa a ser escrita.E tudo o que fazia sentido, agora já se transforma.Na página dois, você acredita no que é possível, e não no que queriam que acreditasse.Na página dois você não perde tempo com pessoas erradas no fim da noite, só pra não ficar sozinho. Você passa a gostar de estar um pouco só.Na página dois, você não assiste filmes água com açúcar, só pra chamar de romance.Na página dois, você para de comer alcatra, pra comer filé mignon. As histórias começam a ser contadas por você, só e unicamente, o que realmente importa.Na página dois, você redescobre um coração.E você dança pela sala, e você gosta de ser um pouco idiota pra vida.A página dois, é quando você volta a acreditar em um felizes para sempre.
E nessa página á dois que a gente se encontra.
domingo, 27 de março de 2011
Pra não morrer no tédio.
Já é bem tarde, e o sono não vem.Enquanto assisto big brother no paper view,porque em um sábado a noite, mesmo com oitenta canais, só existe pornografia, e sinceramente,não quero nada que me deixe mais carente.Fumo meu milionésimo cigarro,e você vem e vai com a mesma velocidade da luz.Me lembro de suas costas tão largas,e de como eu me encaixava tão bem nela. Como era bom dormir abraçada nesse corpo tão pequeno,e tão ágil, e tão completo.Eu até que tento viu? Mas filmes água com açúcar, só me fazem lembrar de quando iríamos ter filhos e ser felizes para sempre.Planos de mesa de bar, onde nos entendíamos tão bem.No vizinho, pessoas sorriem,cantam,bebem.E eu continuo esparramada no sofá da sala, sem reação.Eu gostava quando você me deixava sonhar, e voar.Eu até gostava de todas as suas mentiras sinceras, só pra me ver sorrir,e das vezes que fizemos palavras cruzadas pra passar o tempo.E o tempo passou, deixando um buraco enorme, só pra eu me preencher. Sinto falta de contar meus segredos infantis,só pra você ter certeza que eu era a pessoa errada.Eu gosto desse momento em que penso em você, mas não dói.Eu gosto de saber que estou superando.Gosto de saber que existe mais, além de tudo o que vivemos.Eu gosto de saber que tenho apenas dezenove anos, e que ao chegar nos trinta, serei um pouco diferente.Me distraio pra não morrer no tédio, e procurar você.Sabe, eu ate que me viro bem.E isso é plenitude.Não saudade.É apenas saber que o tédio não mata, e a saudade também não.Enquanto você se perde com alguém por ai, o sol nasce, tão lindo.E mais uma vez você perde um momento ao meu lado.Azar o seu.
sexta-feira, 18 de março de 2011
E a história começa assim.
Uma garota completamente distraída para o amor, e um filme infantil.Onde isso se encaixa? Nas coincidências do destino.O filme conta a história de um grande vilão, que sofreu pela descrença da mãe, perdendo assim, o melhor sentimento que alguém pode conhecer.O amor.Ao conhecer três crianças, ele descobre o quanto é bom gostar e ter alguém.A garota tão perdida, reconhece no vilão, alguém pelo qual se tornou.A vida nem sempre é a mais gratificante.E as pessoas nem sempre são as certas a serem encontradas no caminho.A gente escolhe quem vai amar, e muitas vezes comete erros incorrigíveis.E quando isso acontece, tudo o que vem depois se torna demasiadamente pesado.Acontece que as coisas que surgem com esses encontros, mudam muitas vezes o que somos, e o que queríamos ser.Um erro muito maior, seria perder quem somos, porque isso ninguém constrói, e ninguém deveria destruir. E de repente ela descobre que vale a pena lutar, e que tudo o que achava estar perdido, estava bem ali.Porque os sonhos são feitos da gente.Descobre que nem todos os olhares são de desprezo, e que nem todos os sorriso são amigáveis.Descobre o poder que a escrita tem, e se sente viva.E mesmo querendo que isso dure para sempre, sabe que amanha um lindo dia irá chegar.E que de muito pouco, se constrói coisas verdadeiramente duradouras.Transforma todas as suas lagrimas em força, e toda sua tristeza em crença.Algo que a mova, além do que acreditaria chegar.Mesmo que só dure por uma noite.Mesmo que só a faça chegar até ali.Esse poder todo a fará dormir, e sonhar.Descobre que nenhuma trilha sonora é necessária para fazê-la escrever.E que esses momentos de plenitude são únicos.Por isso ela fecha os olhos e agradece, por ainda, no fundo, acreditar.E sente..
quarta-feira, 2 de março de 2011
Quando é hora.
Talvez seja essa a hora de deixar você realmente partir. De qualquer maneira sem que eu perceba ou sinta, chore ou sorria. Simplesmente te deixar ir, sem sentir medo ou falta.Você que chegou tão poucas vezes. E sempre foi, pra depois voltar e ir novamente. Acabar com esse vai e vem de sentidos que pedem você. Não mais esperar, e dar a minha ansiedade, o teu nome. Sentir o pulsar desesperado do meu coração é incomodo e desagradável. Essa troca desnecessária das minhas horas de paz, por momentos ao seu lado, é completamente desleal. Acabo sempre deixando você levar algo de mim, pra depois juntar a minha saudade no sofá da sala. Me disseram uma vez, que nós sabemos quando é chegada a hora. Talvez seja por isso que meus sinais de alertas estejam se acalmando, e o perigo de você, cada vez mais longe. Sabe, eu nunca corri tanto, com tanta força de vontade. E tenho agora conseguido me ter um pouco mais de presente. Porque eu me cansei dessa merda toda de você nunca perceber. Nunca disfarçar e nem me poupar.Me culpo todos os dias por sentir além de mim.E no fim eu sempre deixo você me abraçar, e ser assim brevemente imoral. Brevemente desnecessária.Ser simplesmente breve.Porque agora eu não sinto vergonha de chorar e dizer que o mundo é babaca.Porque as pontualidades são únicas.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Roda Gigante.
Depois de alguns tombos, e muitos machucados pelo corpo inteiro, algumas cicatrizes no joelho, de tanto pedir para que algo mude, levantei minha cabeça, e resolvi parar de esperar e fazer alguma coisa a respeito. È, ter atitude, limpar as prateleiras e desocupar o espaço para que coisas e pessoas novas entrem. Eu comparo você a minha loucura por usar aparelho na infância. A expectativa do novo, sem o medo da dor certa que virá com o tempo, Porque a vida é assim. Nós somos assim. Só nos lembramos que dói, quando machuca, quando irrita, quando incomoda. Eu to sentada na roda gigante da vida, girando e querendo que você chegue. De qualquer forma, não importa o jeito. Só chegue, e venha girar comigo. Não importa o medo, ou os riscos que isso tenha. A vista é sempre mais bonita lá de cima.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Rascunho.
Eu disse que não era boa em conhecer pessoas, pra que você não se assustasse com a minha pressa em ser feliz.Tenho pensado em você mais do que queria e sonhado com você por todos os lugares em que finjo estar.Porque ontem eu fiz da minha sala um palco, e da musica uma razão para estar voando.Enquanto você não sabe que tenho sonhado, pinte a minha vida com o caos do contratempo.Faça um rascunho de tudo.Detalhes.Eu deixo minhas folhas em branco pra você criar essa história.Eu deixo minhas cores pra você colorir um novo mundo onde seja tudo diferente.Porque o medo não é para nós.Nunca foi. Olhe nos meus olhos, veja o quanto ainda tem para ser escrito.Coloque um pouco de azul onde existia tanto cinza. Faça parte de tudo o que tenho escrito nesse meu mundo de Vênus, só pra você saber de mim.Só pra você querer chegar mais perto. Tenho guardado minha vida em textos, pra que você saiba tudo o que penso enquanto aguardo os seus rascunhos.Enquanto você não chega.Enquanto não somos nós.
domingo, 20 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Enquanto.
Hoje mais uma vez saímos estrategicamente, como sempre fazíamos há tão pouco tempo, e você nem se lembra mais. O meu mundo sai de órbita enquanto você desfila entra as pessoas distribuindo sorrisos que antes eram só meus.Eu não canso de te olhar, e as palavras saem como pensamentos.Meu sorriso é tão vago, e esconde tudo o que anda morrendo aqui dentro.Enquanto a nossa musica toca no radio, e você tão longe..e eu com tanta saudade.E o fim que nunca esteve tão claro, e o agora que nunca esteve tão longe. O seu agora tão feliz. O meu disfarce tão perfeito. A minha espera tão grande, a tua certeza tão concreta.A minha embriagues tão solida. O teu sorriso tão breve. Enquanto eu morro no seu vocabulário, e eu esqueço a minha fome.Enquanto você é tão breve pra mim.Enquanto eu te esqueço.Enquanto você já me esqueceu.A nossa musica ecoa os meus cantos.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Pra você viver mais.
Um dia você me disse que amor era um só. Confesso que nos primeiros cinco segundos eu duvidei.E quando nossos olhares se cruzaram, me vi bem dentro dos seus olhos.E acreditei.E já era a minha verdade, desde o primeiro instante.Continuo pensando muito em nós.Nossos caminhos já seguem rumos diferentes, mas continuo ali.Dentro.Só ali, bem perto, ouvindo sua respiração.Saber depois o que faltou.Eu nunca vou saber responder.Você me falou em fracasso.Em horas.Em tempo.Você foi por muito tempo todas as minhas horas.Toda a minha ansiedade.Tudo o que pulsava.Ontem eu voltei aquele primeiro lugar.Tentando encontrar o que faltou.Tentando achar a estrada em que nos perdemos. E eu que sempre achei que a nossa distância era saudável. Sempre me senti segura por achar que ao esticar o braço, encontraria a sua mão.Tantas vezes eu te abracei a noite quando tive medo,e sempre me acalmei te vendo dormir. Eu sempre adorei todas as nossas conversas enquanto você tomava banho, e eu me queixava do mundo. Você sempre me dizendo pra ter mais calma, e tranqüilidade.Eu sempre buscando uma forma de estar sempre por perto.Você.Sempre pensei em ter filhos, e você sempre detestou crianças.Mas por um tempo, sonhamos juntas.E eu poderia continuar sonhando pra sempre.Com todas as nossas risadas, quando acordávamos de ressaca.Com a nossa pontualidade em sentir fome.A nossa diferença de segurança, e a minha falta de maturidade.A dias que não vejo o seu rosto. A dias que não me vejo, mas continuo tentando me encontrar.Acho que nunca vai passar, o que quer que seja.Quando se trata de você.É demais de mim pra esquecer.Sempre vai ser algo que faltou.Sempre vou sentir a sua falta.E eu nunca vou deixar que saiba disso.Enquanto paciência toca sem parar no meu rádio...
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Hora.
E a gente vive se prometendo tanta coisa. Vivendo tanta coisa em mundos diferentes.Dando-nos o tempo de sabermos quem somos novamente. Pra que nada seja igual.O tempo passando e a saudade é a mesma desde o primeiro dia.Esses espaços entre as linhas da nossa história,só aumentam o meu desejo de saber e se?Eu só me lembrei que sabia escrever, quando me vi nos seus olhos pela primeira vez. E desde então, cada momento se torna uma linha ou um parágrafo em minhas mãos. Sabe, não te culpo por me fazer voltar a acreditar em tantas coisas,que em mim estavam perdidas.Mas onde está você agora pra me ensinar como se faz.Porque sempre existe o depois.E estou esperando a nossa continuação.Ficamos nos pondo tantos pontos finais, que essa história já tem muita reticência.Começamos com tanta pressa, e agora pegamo-nos pedindo tempo.Tempo, porque ainda não é hora.Você vive dizendo que tem pânico de mim, por eu ser assim tão mais nova.E daí? Onde estaria a graça se a paixão não fosse um convite concreto para voar.Me pego em pleno penhasco sem medo de me jogar.Esses dias, alguém me lembrou que vale a pena se arriscar.Eu joguei todas as minhas fichas em você. Recebo minha recompensa em pequenas parcelas de juros.Eu quero você pra mim.Inteira.Então eu aprendi o que é calma, essa palavra que eu quase nunca usei.Por você eu aprendi o que é maturidade, o que é amor.Por você, eu me tornei o que sou.Continuo te esperando na esquina da nossa hora.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Estação.
Estou na estação há tanto tempo.
E sempre tem gente chegando e indo.
(...)
Em alguns momentos fica o equilíbrio terrível de nunca ir.
Fica a dor terrível de todo mundo que foi.
Fica a ansiedade terrível de todo mundo que tem pra chegar.
(Tati Bernardi)
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